quinta-feira, março 05, 2015

Resenha de 50 Tons de Cinza - o filme

No domingo passado fui, com uma amiga, ver o filme 50 Tons de Cinza.
O filme tá bastante badalado e resolvi escrever aqui no Leonina, uma resenha meio crítica, meio contando a história... Antes de começar a resenha do filme, preciso dizer que não é uma resenha isenta, e explico o porquê: porque eu li os livros da trilogia toda antes de ver o filme. Já tinha lido há tempos, mas, de qualquer forma, isso impacta em como eu “senti” o filme.
O filme conta o começo da relação entre a jovem-universitária-virgem-proletariada Anastasia Steele e do jovem-empresario-lindo-milionário-solteirão Christian Grey.
Os dois se conhecem quando Anastasia vai entrevistar Christian porque sua colega de quarto, que faria a entrevista, está doente. Christian meio que se encanta por Anastasia e vai atrás dela: a encontra na loja de bricolagem onde ela trabalha, lhe envia presentes, ou seja, se faz ser notado pela garota. Óbvio que Anastasia também se encanta por Christian, mas mal sabe ela que ele tem todo um “gosto peculiar”. Os dois começam a se envolver e Christian pede que Ana assine um contrato de confidencialidade, para manter a relação dos dois segura de eventuais fofocas.
Depois de já estarem um pouco mais envolvidos, Christian apresenta a Ana o “quarto vermelho da dor”, que é o local onde ele pratica as “sessões dominador” com as suas submissas. E aí lhe conta sobre todo o seu “jeitinho dominador” também na vida sexual. Ana se assusta mas ainda assim leva o segundo contrato, o contrato para ser submissa de Christian para avaliar com mais calma. Ela se informa, faz várias exigências mas sai da reunião de acordo sobre o contrato esperando que ele redija uma nova versão, onde constem as suas exigências.
Eles continuam se pegando e ele dando pequenas mostras de como ser “dominador”, mas até então nada dela assinar o contrato. Ela conhece a família de Christian e todos se impressionam, já que ele nunca tinha apresentado uma namorada à família. Até que, um belo dia, Ana se irrita com o modo dominador de Christian e pergunta se eles não podem levar uma vida  de “namorados normais”. Ele explica que tem muitos traumas e que ele tem mais “tons” do que gostaria. Ela perde a paciência e pede a ele para lhe mostrar como seria um “castigo” de verdade. Ele mostra (não vou contar como, pra não estragar a graça) e ela não gosta nada. No dia seguinte, ela vai embora...
E é claro que o filme termina de um modo inesperado, porque ainda virão outros 2 pra fechar a história toda, imagino que essa seja uma das grandes frustrações de quem não leu o livro, o final, digamos, súbito...

Fui ver o filme com as expectativas bem baixas, assumo. Mas ele prende a atenção do expectador, tanto com o modo meio desajeitado de Anastasia, quanto com o jeito controlador de Christian, apesar de achar que os atores principais (Dakota Johnson e Jamie Dornan) não tem muita química um com o outro. Para quem leu o livro, é uma boa oportunidade de ver ali refletida na telona a história que já conhece, para quem não leu os livros, imagino que a experiência de ver o filme seja mais interessante. Quem leu o livro vai, por exemplo, sentir falta de alguns detalhes importantes da história, como as partes da “deusa interior”. No final, o filme é bom, mas se você vai esperando altas cenas de sexo explícito, quase como um “pornô para mulheres”, pode tirar o seu cavalinho da chuva. O filme tem cenas de sexo sim, mas são todas muito bem editadas e insinuadas, muito mais do que propriamente abertas e explícitas. Talvez porque eu tivesse ido com expectativas MUITO baixas, achei o filme até bom, bem editado, com uma trilha sonora linda, mas se eu fosse ser rigorosa e quisesse que a adaptação pro cinema seguisse fielmente o livro, estaria bastante decepcionada.

Agora, se você quer mesmo um bom resumão da história, veja só esse tweet da Ângela Bismarchi:
Veja também:

Beijos.

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