terça-feira, maio 07, 2013

A esperteza do brasileiro

Estava lendo uma matéria no site do Jornal O Globo que me chamou MUITO a atenção. É essa aqui: "É covardia não necessitar e ficar recebendo", diz ex-beneficiária de bolsas do Governo.

E sabe porque ela me chamou atenção? Pelo simples motivo de que eu sei que a Dona Selma, uma brasileira, mãe, avó e trabalhadora foi honrada o suficiente para usar do benefício com sabedoria, para poder crescer, poupar, trabalhar e foi honesta o suficiente para voltar ao Governo e dizer: "Muito obrigada pela ajuda! Mas agora eu já posso andar com minhas próprias pernas".


Essa notícia teve dois impactos em mim:
1) Eu sempre fui uma crítica ferrenha desses programas sociais de bolsa gás, bolsa escola, bolsa família, bolsa sei-lá-mais-o-quê por um motivo também bastante simples: porque esses programas, normalmente dão o peixe (dinheiro) mas não ensinam a pescar (educação, trabalho). E a Dona Selma foi um pequeno tapa com luva de pelica no meu rosto.

2) Agora, vem o ponto não tão bom: o fato da Dona Selma virar motivo de notícia em Jornal e emocionar os governantes da cidade dela é muito fácil de entender. Ela é uma minoria esmagadora! Sim, minoria. Eu posso apostar que dá pra contar nos dedos de uma mão a quantidade de pessoas que já devolveu o seu cartão do bolsa família por não precisar mais, por estar empregado e por conseguir TRABALHANDO o sustento da sua família.

Pare para pensar um pouquinho...
A dona Selma é um exemplo, mas você realmente acha que o brasileiro comum, a maioria da população devolveria o benefício por não precisar mais ou ficaria com ele para compor a renda, pra comprar aquele a mais que o salário não acompanha, pra dar um jeitinho na casa, pra comprar um presente? Casos como o do gari que achou uma mala cheia de dinheiro e a devolveu ou como o do cara que achou uma aliança em Fernando de Noronha e foi buscar os donos são raridade, são a esmagadora minoria.

É fácil julgar estando de fora, eu sei. Graças a Deus, nunca precisei de ajuda financeira do Governo, mas honestidade não se compra, não se vende, honestidade se ensina e se mostra como exemplo.

Veja também:
- Nós somos coerentes?
- Aviso honesto na lanchonete;
- Brasil, um país de todos;
- O kit do Brasileiro.

Beijos!

Um comentário:

  1. É devastador se dar conta que honestidade virou algo admirável pela sua raridade :(.
    Tá tudo errado, infelizmente...
    Quando dizem que um governo nada mais é o reflexo do seu povo, a gente não quer concordar, mas tá difícil!!
    Bjos!!

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