terça-feira, março 19, 2013

Persistência x Mudança

Contam que certa vez, duas moscas caíram num copo de leite. A primeira era forte e valente. Assim, logo ao cair, nadou até a borda do copo. Mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair. Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e se debater e afundou.
Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz. Continuou a se debater, a se debater e a se debater por tanto tempo, que, aos poucos o leite ao seu redor, com toda aquela agitação, foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca tenaz conseguiu com muito esforço subir e dali alçar voo para algum lugar seguro.

Durante anos, ouvi esta primeira parte da história como elogio à persistência, que, sem dúvida, é uma hábito que nos leva ao sucesso, no entanto...

Tempos depois, a mosca tenaz, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria. Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou: "Tem um canudo ali, nade até lá e suba por ele" A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso e, continuou a se debater e a se debater, até que, exausta, afundou no copo cheio de água.

Quantos de nós, baseados em experiências anteriores, deixamos de notar as mudanças de ambiente e ficamos nos esforçando para alcançar os resultados esperados, até que afundamos na própria falta de visão? Fazemos isso quando não conseguimos ouvir aquilo que quem está de fora da situação nos diz.

Há textos que a gente lê e fica pensando que são pra gente ou pra determinada situação na nossa vida pessoal, amorosa, do nosso trabalho, estudo, etc... Esse texto, certamente é um deles pra mim e é bem possível que seja com você também porque é incrível a capacidade que temos de não enxergar com clareza as coisas que estão a nossa volta e, além disso, estamos tão condicionados a fazer tudo da mesma forma, baseando-nos em nossas experiências ou nas experiências alheias que não conseguimos ver que pode haver uma alternativa ainda melhor, que pode existir um caminho muito mais fácil, um trilho novo que nos leva a um destino final diferente e, quem sabe, por que não melhor...
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- A arte de ser feliz;
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Beijos.

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