segunda-feira, dezembro 12, 2011

A importância do Perdão

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no assoalho da casa.
Seu pai, que estava indo para o quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.
Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
- Pai, estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito aquilo comigo.
Desejo tudo de ruim para ele.
Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão.
 Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado. Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma pergunta, o pai lhe propõe algo:
- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
 O menino achou que seria uma brincadeira divertida e passou mãos à obra. 
 
O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo. Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhoso lhe fala:
- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Zeca só conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos. O pai, então lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você! O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos. 

Cuidado com seus pensamentos, eles se transformam em palavras;
Cuidado com suas palavras, elas se transformam em ações;
Cuidado com suas ações, elas se transformam em hábitos;
Cuidado com seus hábitos, eles moldam o seu caráter;
Cuidado com seu caráter, ele controla o seu destino.

Eu, particularmente, acredito nisso... De verdade. Acho que o que você faz volta pra você, acho que você não deve fazer com os outros aquilo que não quer que façam com você! E você? Acredita nisso também?

Veja também:
- A arte de pedir desculpas;
- Escolhas...
- Esperamos demais...
- Desejo para vocês hoje...

Beijos.

2 comentários:

  1. lindo o texto Cinthya! ontem passei boa parte da noite pensando sobre isso. Mas o contrário. Parece q quanto mais fico contente com as coisas que acontecem com aqueles q quero bem, mais se afastam. Julgam criticam, e pelas costas. Tomam atitudes impensadas que machucam...me sinto péssima pq não consigo sentir raiva dessas pessoas, fico chateada, triste mas como num impulso me pego vibrando a cada passo positivo q elas dão. Mas não demostro pq simplesmente acham mais fácil duvidar...quem dera essas mesmas pessoas q gastam tanto tempo se gastando com bobabens...enfim...bleh. Deixa pra la.
    Obrigada!

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  2. É, eu sei como você se sente. Mas não liga, não é você quem está errada... Se vc torce pelo bem da pessoa, seguramente a errada não é você!

    bjs!

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